NOVAS TURMAS

abril 17, 2009

CURSO COMPLETO PARA CONCURSOS PÚBLICOS
(aos sábados, à tarde) com o prof. Edvaldo Ferreira

TURMA 01:  Curso Completo de Teoria e Resolução de provas da ESAF / do CESPE / da FCC /

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: a) Estrutura Morfossintática, concordância, regência, crase, emprego e colocação de pronomes, pontuação, verbo, nova ortografia de nosso idioma; b) interpretação e intelecção de textos; c) redação

PERFIL DO CURSO: direcionado aos candidatos a concursos públicos para  provas do  nível médio e do nível superior, apresentando a teoria e resolvendo questões de provas públicas das três principais comissões, ou seja, ESAF, CESPE – UnB e Fundação Carlos Chagas . Com isso, o candidato será capaz de aplicar a teoria para resolução das provas.

HORÁRIO: 16h a 18h30

DIA DAS AULAS: aos sábados

INÍCIO DAS AULAS: 08/Agosto/2009

TÉRMINO: 07 /Novembro/2009

VALOR: R$ 300,00 à vista /  ou R$ 2 x 155,00  / ou R$ 3 x 110,00

MATERIAL DADÁTICO: incluso

LOCAL: Colégio e Curso BJ – Rua Benfica, 197 – Madalena

ISOLADA DE LÍNGUA PORTUGUESA
CURSO DE TESTE POR ASSUNTO  E REDAÇÃO (aos sábados, manhã)
com o prof. Edvaldo Ferreira

TURMA 02 : CURSO DE TESTE POR ASSUNTO e REDAÇÃO PARA PROVAS

CONTEÚDO DO CURSO:  Interpretação de texto, intelecção de texto, toda a estrutura gramatical e Redação

PERFIL DO CURSO: Resolver  provas  das principais comissões ( FCC/ CESPE / ESAF ) e Redação ( produção de textos em provas públicas ( o candidato irá, portanto, ter a resolução de provas públicas ( por assunto )   e terá aulas sobre produção de textos ( redação para as provas discursivas )

HORÁRIO: 10h30 a 12h30

DIA DAS AULAS:  aos sábados

INÍCIO DAS AULAS:  08 de Agosto de 2009

TÉRMINO DAS AULAS:  07 de Novembro de 2009

VALOR: R$ 180,00,00 à vista  / ou 2 x R$ 100,00

MATERIAL DIDÁTICO: incluso                       

LOCAL: Colégio e Curso BJ – Rua Benfica, 197 – Madalena

ISOLADA DE LÍNGUA PORTUGUESA
CURSO DE TESTE PARA ESAF E CESPE/UnB – nível “NASA”  *

(às quartas, à tarde)
com o prof. Edvaldo Ferreira

TURMA 03 : CURSO DE TESTE ( PROVAS DA ESAF E CESPE/UnB )

CONTEÚDO DO CURSO:  Resolução das provas mais complexas da ESAF e CESPE ( nível “NASA” )

PERFIL DO CURSO: Resolver  provas  por ASSUNTO

HORÁRIO: 14h30 a 17h15

DIA DAS AULAS:  às quartas-feiras

INÍCIO DAS AULAS:  19 de Agosto de 2009

TÉRMINO DAS AULAS:   04 de Novembro de 2009

VALOR: R$ 200,00,00 à vista  / ou 2 x R$ 110,00

MATERIAL DIDÁTICO: incluso                       

LOCAL: Colégio e Curso BJ – Rua Benfica, 197 – Madalena

Informações:

(81)3445 – 6323 ou  edvaldoferreirabj@hotmail.com / edvaldoferreira@globo.com / katia@colegiobj.com.br

A ANATOMIA DOS TEXTOS

fevereiro 27, 2009

COMPREENDENDO A COMPOSIÇÃO TEXTUAL EM PROVAS PÚBLICAS

PROF. EDVALDO FERREIRA – edvaldoferreira@globo.com

A ANATOMIA DOS TEXTOS

Baixe aqui o material em PFD

DISSERTAÇÃO

novembro 24, 2008

                                                                                                 

 

I – A composição do texto dissertativo

                       O que é dissertar? É apresentar sua visão de mundo sobre algo. Introdução, desenvolvimento e conclusão são as etapas às quais você deve se entregar para compor sua dissertação. Logo, observe as imagens oportunas para cada uma dessas etapas. 

INTRODUÇÃO :  Você deve comparar a introdução como sendo o índice de um livro. Quando queremos saber de maneira rápida e objetiva quais os tópicos que integram certo livro, basta ir ao índice. O mesmo procedimento você deve ter ao iniciar sua dissertação. Assim, ao delimitar o tema proposto, construa tópicos que você considere intimamente ligados ao que a comissão apresenta. Confira o exemplo que preparei.

 

A VIOLÊNCIA NOS  PRESÍDIOS PÚBLICOS DO BRASIL

Tópicos:   1)    A corrupção de agentes penitenciários

2)    A massificação nas celas

3)       O tráfico de drogas subsidiando a criminalidade e garantindo favores a presos

4)       Falta de autoridade e competência do Governo

5)       Necessidade de leis mais rígidas que vençam a impunidade dos que transgridem o gerenciamento nos presídios.       

 

Observe que alguns tópicos são constituídos por termos nominais, enquanto outros são períodos – apresentando maior riqueza sintática.

Dos cinco tópicos acima, selecione três que você considere mais expressivos. Após a escolha, justaponha um a um, direcionando, em seguida, ao que lhe foi imposto pelos que elaboraram a prova. Então, teremos:

 

            A corrupção de agentes penitenciários, o tráfico de drogas subsidiando a criminalidade e garantindo privilégios a criminosos, a necessidade de leis mais rígidas que vençam a impunidade dos que transgridem o gerenciamento nos presídios são aspectos a serem abordados e analisados com atenção no combate à violência nos presídios brasileiros. ( Eis a introdução de forma objetiva, clara, concisa – conforme recomendação dos que integram a banca examinadora ).

 

DESENVOLVIMENTO: É o tão falado corpo da dissertação. Como esse outro espaço dissertativo exige coerência e coesão com o que foi exposto na introdução ( lembre de que a introdução é o seu índice da dissertação ), abra um parágrafo para cada tópico selecionado. É assim que você alcança a tal coerência.. Todos os tópicos selecionados no primeiro parágrafo da dissertação devem ser discutidos e argumentados no desenvolvimento, assim como não deve faltar no livro nenhum tópico selecionado no seu índice ( eis a verticalidade de sua dissertação ).    

                                     E como produzir a horizontalidade textual no desenvolvimento? Você se lembra da classificação das orações subordinadas adverbiais? Temos: oração subordinada adverbial temporal, proporcional, condicional, final, concessiva, comparativa, conformativa, consecutiva e causal .  A carga semântica dessas orações é bastante rica. Você pode no desenvolvimento do primeiro tópico apresentar a riqueza expressiva dessas orações, fundindo-a com exemplificações, fatos e afirmações utilizados na composição do seu primeiro apartado do desenvolvimento. A seqüência desses valores ideativos proporciona progressão de idéias. Confira:

                                                

 

 A delinqüência e a imoralidade dos que guardam as celas são bastante transparentes ( CAUSA para o primeiro tópico selecionado na introdução ). De suas mãos, presos adquirem armas, celulares, as próprias chaves de suas portas ( MODO ) .  A máquina encarregada de prender e manter presos os grandes criminosos está,  pelo menos em parte, contaminada  pelo  dinheiro  que  esses  bandidos  distribuem ( CONSEQÜÊNCIA ) para comprar facilidades ( FINALIDADE ).    Fernandinho Beira-Mar e outros bandidos comandam suas quadrilhas em ação do lado de fora. Muitas vezes, telefonemas dados de dentro do presídio, para tratar de planos criminosos, são gravados por autoridades.  A definição clássica para crime organizado é a infiltração de seus representantes nas instituições públicas, através de seus próprios funcionários.

                 

 

 

 

 

            Chamemos esse apartado de desenvolvimento 1 ( D1 ). Quanto ao termo grifado no final do primeiro parágrafo, trata-se de uma pré-conclusão. Se no final de cada parágrafo do desenvolvimento você escrever uma afirmação espelhando o significado de tudo o que foi escrito no parágrafo, ou apresentar um conceito, você estará antecipando a composição de sua conclusão, e o leitor de sua dissertação estará sendo persuadido por suas idéias. Outras plataformas que podem ser elaboradas com as adverbializações são:

 

PERGUNTA + RESPOSTA + EXEMPLIFICAÇÃO + PRÉ-CONCLUSÃO

AFIRMAÇÃO + JUSTIFICATIVA + EXEMPLIFICAÇÀO + PRÉ–CONCLUSÃO

AFIRMAÇÃO + DESCRIÇÃO + JUSTIFICATIVA + PRÉ-CONCLUSÃO

PERGUNTA + RESPOSTA  + JUSTIFICATIVA + PRÉ-CONCLUSÃO

 

 

                 A corrupção por parte de quem guarda as celas tem crescido assustadoramente?(PERGUNTA) Em cada dez agentes penitenciários, quatro recebem propinas de presos ( RESPOSTA ) para lhes garantir facilidades( FINALIDADE) e, com isso,  terem a liberdade de estarem livres à prática de delitos( CONSEQÜÊNCIA ). Um cálculo do Ministério da Justiça estima que, de cada 1 milhão de dólares gerados pelo mercado de droga, cerca de 25% tenham como destino final a corrupção de agentes, autoridades e fiscais encarregados de combater o banditismo( CONFORMIDADE). A falta de responsabilidade em suas funções,  a força do dinheiro em meio aos baixos salários que os policiais percebem e a falta de punição rigorosa para os crimes que cometem são razoes que possibilitam tal crescimento. ( JUSTIFICATIVA ) .

 

               O oportuno é você abrir um parágrafo para cada tópico selecionado na introdução. Sendo coerente com a introdução exemplificada nesta matéria, teríamos: D1, D2 e D3.

 

CONCLUSÃO: Trata-se de uma retomada das pré-conclusões no final de cada parágrafo do desenvolvimento. A sugestão de idéias que solucionem os aspectos negativos apresentados no desenvolvimento é oportuna constar. Em torno de cinco linhas é o número ideal para tal trabalho.

 

              

A PLATAFORMA  DE TEXTOS DISSERTATIVOS

 

 

      No TEXTO 01, o primeiro parágrafo é constituído por dois períodos. O segundo período é adversativo ao primeiro período. Portanto, temos a plataforma de idéias opostas. Naturalmente, o autor do texto abre no desenvolvimento de sua dissertação dois parágrafos expressando idéias opostas. A introdução, isto é, o primeiro parágrafo antecipa a composição formal do desenvolvimento. O segundo parágrafo com o terceiro parágrafo se relacionam verticalmente, em estruturas opostas. 

     No segundo parágrafo, “Muitas vozes” se opõe às vozes dos “renomados juristas” no terceiro parágrafo do texto. Enquanto “Muitas vozes” aspira à “ampliação da Lei dos Crimes Hediondos, da defesa da sociedade contra o crime” , “enomados jurista” aspiram a “penas alternativas, como a prestação de serviços à comunidade, a compensação por danos causados”.

       O último parágrafo, retoma o primeira parágrafo, mas desconstruindo a idéia que se mostrou frágil no desenvolvimento, ou seja, a leitura dos não especialistas, dos não renomados juristas.  

 

Temos, enfim: 

 

                    Dois períodos coordenados, onde o segundo é adversativo ao primeiro.   =  Introdução, tópico frasal

                                         

                    O segundo parágrafo se opondo ao terceiro parágrafo.   =  Desenvolvimento                             

 

  Retomada ao tópico frasal, mas dando precedência à idéia do terceiro parágrafo.    = Conclusão

 

 

 

 

 

 

TEXTO 01

                 

                 As condições em que vivem os presos, em nossos cárceres superlotados, deveriam assustar todos os que planejam se tornar delinqüentes. Mas a criminalidade só vem aumentando, causando medo e perplexidade na população.   

                   Muitas vozes têm se levantado em favor do endurecimento das penas, da manutenção ou ampliação da Lei dos Crimes Hediondos, da defesa da sociedade contra o crime, enfim, do que se convencionou chamar “doutrina da lei e da ordem”, apostando em tais caminhos como forma de dissuadir novas práticas criminosas. Geralmente, valem-se de argumentos retóricos e emocionais, raramente escorados em dados de realidade ou em estudos que apontem ser esse o melhor caminho a seguir. Embora sedutora e aparentemente sintonizada com o sentimento geral de indignação, tal corrente aponta para o caminho errado, para o retorno ao direito penal vingativo e irracional, tão combatido pelo iluminismo jurídico.

                O coro dessas vozes aumenta exatamente quando o governo acaba de encaminhar ao Congresso o anteprojeto do Código Penal, elaborado por renomados juristas, com participação da sociedade organizada, com o objetivo de racionalizar as penas, reservando a privação da liberdade somente aos que cometerem crimes mais graves e, mesmo para esses, tendo sempre em vista mecanismos de reintegração social. Destaca-se o emprego das penas alternativas, como a prestação de serviços à comunidade, a compensação por danos causados, a restrição de direitos etc.

                Contra a idéia de que o bandido é um facínora que optou por atacar a sociedade, prevalece a noção de que são as vergonhosas condições sociais e econômicas do Brasil que geram a criminalidade; enquanto essas não mudarem, não há mágica: os crimes vão continuar aumentando, a despeito do maior rigor nas penas ou da multiplicação de presídios. 

 

 

No TEXTO 02, a seguir,  temos o autor compondo seu primeiro parágrafo da seguindo forma: parte de uma abrangência, em seguida se utiliza de uma restrição. Em continuidade, há duas descrições.

 

Primeiro parágrafo do texto 02

 

                  Pesquisas realizadas em vários países mostram que a pobreza e a violência atingem especialmente os mais jovens. ( ABRANGÊNCIA ) No Brasil, de acordo com o último censo demográfico, os adolescentes representam 12,5% da população total.( RESTRIÇÃO ) Quase 7% deles são analfabetos, mais de 15% não freqüentam a escola e apenas 33$ cursam o ensino médio. ( DESCRIÇÃO I ) Não bastasse isso, cerca de oito milhões apresentam pelo menos três anos de defasagem nos estudos e pertencem a famílias com renda mensal per capita inferior a meio salário mínimo. ( DESCRIÇÃO II )

 

               A abrangência e a restrição se relacionam, compondo o primeiro paralelismo no texto. A segunda descrição se relaciona com a primeira descrição, compondo outro paralelismo.  Os adjuntos adverbiais grifados põem em relevo o primeiro paralelismo. Já “Não bastasse isso” é estrutura de coesão textual, adicionando mais uma descrição no primeiro parágrafo.

 

Já o segundo parágrafo do texto 02, temos como plataforma de composição: CAUSA e CONSEQÜÊNCIA, inicialmente. Depois, a autora se utiliza de uma idéia que se opõe à conseqüência apresentada.

 

Segundo parágrafo do texto 02

 

                Premidos pela baixa renda familiar( CAUSA), mas de um milhão de adolescentes entre 12 e 14 anos de idade estão submetidos à exploração do trabalho infantil( CONSEQÜÊNCIA), ao passo que outros 3,2 milhões, com idade entre 15 e 17 anos, já estão no mercado de trabalho( OPOSIÇÃO À CONSEQÜÊNCIA, pois os que integram 3,2 milhões “já estão no mercado de trabalho”, ou seja, trabalho formal, e “ os adolescentes de 13 e 14 anos de idade” estão “submetidos à exploração do trabalho infantil”, isto é, trabalho informal).

 

 

 

 

 

 

 

 

Terceiro parágrafo do texto 02

 

        Via de regra, os adolescentes executam atividades precárias e mal remuneradas, cumprindo jornadas de trabalho excessivas, que os impedem de concluir a educação básica, de ter acesso ao lazer e à cultura, além de outras vivências próprias à idade.  

 

                 *  É no fragmento enunciativo que está a intenção da autora em seu texto. É no fragmento enunciativo que está a idéia principal do texto. Sabendo a anatomia da composição textual, o candidato em sua prova saberá responder  a estas comuns questões de interpretação: qual a idéia principal do texto? qual a intenção do autor em seu texto? Este terceiro parágrafo constitui um parágrafo enunciativo.  Nos textos dissertativos, geralmente a resposta a essas respostas estão decantadas no final do texto.

 

OBSERVE, JUNTOS,  OS TRÊS PARÁGRAFOS DO TEXTO 02

 

        Pesquisas realizadas em vários países mostram que a pobreza e a violência atingem especialmente os mais jovens. ( ABRANGÊNCIA ) No Brasil, de acordo com o último censo demográfico, os adolescentes representam 12,5% da população total.( RESTRIÇÃO ) Quase 7% deles são analfabetos, mais de 15% não freqüentam a escola e apenas 33$ cursam o ensino médio. ( DESCRIÇÃO I ) Não bastasse isso, cerca de oito milhões apresentam pelo menos três anos de defasagem nos estudos e pertencem a famílias com renda mensal per capita inferior a meio salário mínimo. ( DESCRIÇÃO II )

       Premidos pela baixa renda familiar( CAUSA), mas de um milhão de adolescentes entre 12 e 14 anos de idade estão submetidos à exploração do trabalho infantil( CONSEQÜÊNCIA), ao passo que outros 3,2 milhões, com idade entre 15 e 17 anos, já estão no mercado de trabalho( OPOSIÇÃO À CONSEQÜÊNCIA, pois os que integram 3,2 milhões “já estão no mercado de trabalho”, ou seja, trabalho formal, e “ os adolescentes de 13 e 14 anos de idade” estão “submetidos à exploração do trabalho infantil”, isto é, trabalho informal).

      Via de regra, os adolescentes executam atividades precárias e mal remuneradas, cumprindo jornadas de trabalho excessivas, que os impedem de concluir a educação básica, de ter acesso ao lazer e à cultura, além de outras vivências próprias à idade (  A DISSERTAÇÃO DA AUTORA, isto é . O FRAGMENTO ENUNCIATIVO ).  

 

A HORIZONTALIDADE DAS IDÉIAS NA COMPOSIÇÃO DO PARÁGRAFO

 

Como escrever em seqüência horizontal suas idéias na composição de parágrafos? As aulas de período e o estudo dos elementos de coesão ajudam substancialmente. Imagine você ter uma idéia A iniciando seu parágrafo. Em seguida, apresente uma paráfrase da idéia A. ( paráfrase é você retomar a composição elaborada com outros termos).  Logo depois, elabore uma idéia B se opondo à paráfrase. Volte a expressar a idéia inicial de seu parágrafo. Com o elemento de coesão “ a menos que” retome a idéia A, justapondo a idéia B.   Por fim, torne a empregar a idéia A ( claro que em cada idéia A retomada, acrescente contextualmente sua seqüência ideativa ). Vamos a um exemplo, retirado do livro A FÓRMULA DO TEXTO, do professor Wander Emediato, Doutor em Ciências da Linguagem pela Universidade de Paris.

 

A democracia é o único regime libertador da criatividade humana.(A) Não se trata, evidentemente, de um regime perfeito,(A) mas ele tem o mérito da preservação da liberdade humana.(B) O homem nasce com uma competência inata para a criação.(A) A menos que se invente um novo regime alternativo e mais justo,(A) a democracia permanece a única via pertinente e sensata para a humanidade.(B) Sem democracia, a criatividade e a dignidade do homem se encontrariam em perigo.(A)

 

Plataforma do parágrafo: A.  A, mas B.   A.   A menos que A,B. A.

 

 

Eis mais um exemplo. Trata-se de um fragmento da obra NASCEU UMA ROSA NO MEU JARDIM, do cronista  Ítalo Bianchi.

 

Dias passados foi divulgada a notícia de que um ministro da Igreja da Comunidade Cristã de Alamogordo – Estado de Novo México, EUA – ordenou a queima em praça pública de livros de Harry Potter, da escritora inglesa J. K. Rowling, sob a acusação de eles incentivarem o culto da bruxaria entre as crianças. (A) Repare-se que isto não aconteceu nos tempos da Inquisição, (A) mas ao apagar das luzes do ano 2001, no país que se considera o mais evoluído do mundo.(B) – 

 

Plataforma do parágrafo: A.  A, mas B.

 

Seguem mais algumas plataformas retirado do livro A FÓRMULA DO TEXTO, do professor Wander Emediato para você aplicar em suas composições. Mas, esteja certo de que você pode elaborar suas próprias plataformas.

 

FRAGMENTO I

 

A  sociedade brasileira necessita de mobilização. Se a sociedade continuar apática e passiva diante da violência, ela se tornará refém da criminalidade, pois a certeza da impunidade fortalece as ações criminosas. Embora o problema seja do conhecimento de todos, a mobilização social ainda é insuficiente. As pessoas estão cada vez mais conscientes da realidade social brasileira, porém a consciência ainda não se transformou em ação cívica.

 

Plataforma do fragmento I:  A.   Se A, B, pois C.    Embora A,B.    A, porém B.

 

 

FRAGMENTO II

 

 

A política fiscal elevou a taxa tributária do Brasil como uma das mais altas do mundo. Os tributos participam com 33% do Produto Interno Bruto, mas a maior parte dos recursos é consumida com o pagamento de taxas e serviços da dívida externa. Sobra pouco para investimentos. Nos dez primeiros meses deste ano, a arrecadação federal no Estado atingiu R$ 8,2 bilhões. O quinhão tirado de Minas é muito maior, se incluirmos os impostos indiretos, os estaduais e os municipais, sem contar taxas, tarifas etc.

 

Plataforma do fragmento II :  A.  A, mas B.  A.   A.   A, se B, sem C.

 

 

FRAGMENTO III

 

O governo advertiu que a inflação aumentará no próximo ano. Se a conjuntura internacional não melhorar, a elevação da taxa de câmbio aumentará nossa dívida pública e, por conseqüência, a inflação. Conforme nota divulgada pelo Banco Central, as reservas brasileiras não suportam mais a pressão externa. O Brasil corre um grande risco, embora a economia demonstre sinais de recuperação. Ainda que o Brasil faça esforços adicionais de contenção do câmbio, a pressão sobre a política de juros recai sobre a indústria e sobre o crédito. Assim que o próximo governo assumir o comando da política econômica, novas medidas de austeridade serão necessárias. Quanto mais sacrifícios o Brasil fizer agora, melhores resultados ele obterá num futuro próximo. O governo brasileiro deverá honrar seus compromissos externos, a fim de que o país não perca sua credibilidade junto aos credores internacionais.   

 

Plataforma do fragmento III: 

 

A que B.  Se A., B. Conforme A, B.   A, embora B. Ainda que A, B. Assim que A, B. Quanto A, B.  A, a fim de que B.

 

 

 

OUTRAS PLATAFORMAS:

 

01.     A.   A, visto que B.   A.   Embora A, B

 

      02. A.    A, pois B e C.   Não só A, como também B.   A, portanto B.

 

      03. A.    A, por conseguinte B.   Segundo A, B.   A.    Portanto, B e C. 

IMPRESSÃO DIGITAL PARA SUA PROVA

agosto 13, 2008

Concordância Verbal

01. Deve espantar-nos que sejam consideradas crimes, na Nigéria, atitudes que, entre nós, são passíveis de uma simples censura moral?

 02. É possível que venha a ocorrer, imediatamente após o caso de Amina Lawall, julgamentos relativos à mesma infringência das leis muçulmana.

 03. Muitos acreditam que não se deveriam admitir, em nome dos direitos humanos, a aplicação da pena máxima contra desvios de ordem moral.

 04. É polêmica a proposta de que se confira a um tribunal internacional poderes para intervir em normas jurídico-religiosas estabelecidas em culturas milenares.

 05. Caberiam aos cidadãos ocidentais, cujas leis se estabeleceram em sua própria tradição cultural, o direito de intervirem nos códigos de outros povos?

 Comentário:

01. O termo grifado exerce a função sintática de sujeito da locução verbal que inicia o período. Por tratar-se de sujeito oracional, exige que a locução verbal seja empregada no singular ( Deve espantar-nos ). Também é necessário que você, candidato, observe a concordância verbal da oração que se apresenta como sujeito oracional da locução verbal ” Deve espantar-nos”, ou seja, quem é o sujeito de “sejam consideradas”? Temos em uso a voz passiva analítica, tendo “atitudes” como núcleo do sujeito. Assim, está correta a locução verbal “sejam consideradas” no plural.

 02. Há impropriedade gramatical quanto à concordância verbal. O núcleo do sujeito de “venha a ocorrer” é “julgamentos”. É comum empregarem adjuntos adverbiais entre o verbo e seu sujeito, dificultando a percepção entre sujeito e seu verbo, por estarem distanciados. Cuidado, pois os verbos CONSTAR, RESTAR, BASTAR, FALTAR, EXISTIR, OCORRER, SURGIR pedem sujeito, concordando com o sujeito ( claro!). Assim, o correto é VENHAM A OCORRER.

 03. Tenha atenção com o emprego da voz passiva sintética ( v.t.d. e v.t.d.i .+ SE ) . Na passiva, não teremos mais objeto direto. Este passa a ser sujeito. Verifica-se “a aplicação da pena máxima” como sendo sujeito do verbo ADMITIR. Logo, a forma verbal correta é “deveria admitir” . A partícula apassivadora está sendo

 04. “poderes” é o sujeito do verbo CONFIGURAR. Temo-lo na voz passiva sintética. Por conseguinte, “… se configuram” é a forma correta.

 05. O que caberia “aos cidadãos ocidentais”? O termo “direito” é o núcleo do sujeito, exigindo o verbo na 3a pessoa do singular. A literatura regencial do verbo CABER é ALGO CABE A ALGUÉM. Esse algo será o sujeito do verbo.

 Emprego de Pronomes

 As leis muçulmanas são rigorosas, mas muitos julgam as leis muçulmanas especialmente draconianas com as mulheres, já que se reflete nas leis muçulmanas a hierarquia entre os sexos, hierarquia que deriva de fundamentos religiosos.

Evitam-se as repetições do período acima substituindo-se os elementos sublinhados por, respectivamente:

a) julgam-as / se lhes reflete / a qual             b) julgam-nas / se reflete nesta / o que

c) julgam-nas / naquelas se reflete/ a qual    d) julgam-lhes / nas quais se reflete / a qual

e) julgam-lhes / naquelas se reflete / à qual

* Lembre-se de que o/a/os/as representam objeto direto, enquanto lhe/lhes reflete objeto indireto. Se o verbo terminar em r/s/z, retira-se qualquer uma dessas terminações, hifeniza-se, em seguida, o verbo para, por fim, utilizar os pronomes o/a/os/as. Todavia, se o verbo terminar em nasal, o fonema de apoio é o /n/ .

Embora a comissão tenha indicado a letra C como resposta, a questão está nula, pois não se teve o cuidado de observar a colocação do pronome oblíquo, ou seja, “muitos” é termo atrativo, exigindo o uso da próclise ( … as julgam ).

 FLEXÃO VERBAL

Está correta a flexão de todas as formas verbais da frase:

 a) Caso não se detessem nas questões formais, os responsáveis pelo julgamento de Amina não teriam satisfazido as expectativas internacionais.

 b) Toda mulher que manter uma relação amorosa fora do casamento será submissa ao rigor da lei islâmica. 

 c) As leis nigerianas provêem da tradição islâmica, e jamais se absteram de observar os rígidos postulados desta.

 d) Se a Anistia e outros órgãos internacionais não intervissem no caso de Amina, não havia o que contivesse o ânimo punitivo do tribunal nigeriano.

 e) Não se propusessem os formadores de opinião pública a intervir no caso de Amina, é quase certo que a ela se imporia a pena de morte por apedrejamento.

 * Todo verbo irregular, deve lembrar o pretérito perfeito. Este tempo verbal é a nascente dos verbos irregulares. Para o futuro do subjuntivo, conjugue o verbo na 3a pessoa do plural, retire as duas últimas letras para dar início à forma definitiva da conjugação no futuro do subjuntivo, acrescentando as terminações comuns, claro. Já para o imperfeito do subjuntivo, retiram-se as três últimas letras, acrescentando a desinência modo temporal “SSE” . Confira o modelo abaixo:

 Pret. Perfeito: Ontem eu pus / eles puseram

Futuro do subjuntivo: Se/Quando eu puser/ tu puseres / ele puser / nós pusermos / vós puserdes / eles puserem.

Imperfeito do subjuntivo: Se eu pusesse / tu pusesses / ele pusesse / nós puséssemos / vós pusésseis / eles pusessem.

O futuro do subjuntivo se relaciona com o futuro do presente do indicativo ( REI )

 

O imperfeito do subjuntivo se relaciona com o futuro do pretérito do indicativo ( RIA ).

 

 Regência e Pronome Relativo

 Está correto o emprego de ambas as expressões sublinhadas na frase:

 a) A popularidade de que goza a astronomia é muito maior do que aquela em que desfruta a astrologia.

 b) O charlatanismo esotérico – uma prática à qual se deve dar incessante combate – arregimenta os indivíduos em cuja consciência há espaço para a credulidade.

 c) Muitos crêem que há um arranjo cósmico de cujo cada um participa individualmente, mantendo com os astros uma relação na qual atribui sua própria personalidade.

 d) A experimentação científica – para o qual controle existem rígidos paradigmas – não está sujeita à irracionalidade com a qual se submetem as “teorias”esotéricas.

 e) Desde tempos antigos – de lá aonde vêm as crendices mais populares – charlatões insistem em disseminar “teorias” com que a maioria da população se apega.

Comentário:

* Os pronomes relativos dão início `as orações subordinadas adjetivas. É preciso demarcá-las inicialmente. Em seguida, observar a regência. Caso haja necessidade do emprego de preposição, desloque-a sempre para antes do pronome relativo. Assim, na primeira alternativa, temos “em que desfruta a astrologia” como a oração relativa. Observe que o verbo “desfruta” não pede a preposição “em”. Por isso, verifica-se a impropriedade quanto à predicação verbal. Retirando a preposição “em” e empregando a preposição “de” , dar-se-á a correção, de fato. Essa necessidade de deslocar a preposição oriunda da regência da oração subordinada adjetiva para antes do pronome relativo é condição imperiosa, quando o complemento for o pronome relativo. Na letra C, temos em uso o pronome relativo CUJO. Este pronome não aceita artigo após, exige o uso de substantivo comum logo após o pronome relativo, sua concordância nominal é justamente com esse substantivo comum empregado logo em seguida a ele e, se houver regência com preposição na oração relativa, esta preposição se desloca para antes do pronome relativo CUJO. Como não existe substantivo comum após “CUJO” na letra C, devemos concluir que este não é o pronome a ser empregado. Corrigindo a letra C, teremos: “… de que cada um participa…” ou “… do qual cada um participa…” e, logo em seguida, “…à qual atribui…”. Na letra d, teremos correta a estrutura com o uso do pronome relativo CUJO, isto é, “… cujo controle existem rígidos…” (…) “… à qual se submetem…”. Para regularizar gramaticalmente a letra E, basta retirar “aonde” e adiante “… às quais a maioria…”.

Particulares dos pronomes relativos:

Que e Qual = para substituírem “pessoa” ou “coisa”

Quem = só substitui “pessoa”

Onde/Aonde = Não se distinguem. O “a” que inicia “aonde” é a preposição justificada pela regência da oração subordinada adjetiva. Temos onde, aonde, donde, por onde, para onde . O que diferencia um do outro? Apenas a regência da oração em que estejam sendo empregados. Se a regência exigir preposição, desloca-se o conectivo prepositivo para antes do pronome relativo ONDE. Não existe essa idéia de ONDE não indica movimento e AONDE indica movimento. ( Isso é conversa de Monteiro Lobato no Sítio do Picapau Amarelo

Cujo = Flexiona-se em número e pessoa. Cuidado: não use artigo após “cujo” / “cujo” sempre concorda com o substantivo comum que sempre é empregado logo em seguida ao seu uso / a utilização de preposição à frente do pronome relativo “cujo” depende da regência da oração  subordinada adjetiva. Lembrete: Se “cujo” e suas flexões não aceitam artigo, nunca use acento grave antes, claro!

Vozes Verbais

A única frase que não admite transposição para a voz passiva é:

a) podemos repetir uma experiência científica inúmeras vezes.

b) Os bons cientistas consideram o caminho traçado por seus antecessores.

c) Os melhores charlatões não resistem a um inquérito verdadeiramente científico.

d) Qualquer um de nós deseja compreender nosso vasto e misterioso Universo.

e) Que bom se conhecêssemos todas as forças responsáveis pela nossa existência.

A letra C é a resposta.

Somente as orações que apresentam objeto direto na voz ativa podem passar para a voz passiva. É que todo objeto direto tem valor passivo, sendo o sujeito paciente na voz passiva. Cuidado, candidato(a), pois a Unb e a Esaf às vezes se apropriam de uma estrutura na voz ativa e afirmam a possibilidade de passar para a passiva da seguinte forma: Em “… o contrabando que está ingressando no país…” ( linha 14 ), temos o verbo em grifo na voz ativa, passando para a passiva, não há mudança de sentido. Ao se passar da ativa para a passiva, nunca haverá mudança de sentido. Todavia, não é possível passar para a passiva, pois  na ativa não temos objeto direto. É justamente o objeto direto que faculta a transferência para a passiva. Considere o fragmento: “… recursos que deveriam empregar para aumento do capital produtivo”.

 

Na voz passiva, a construção verbal que substitui corretamente a expressão grifada é:

a) deveriam ser empregados  b) deveria empregarem-se  c) deveria serem empregados

d) deveria ser empregados     e) dever-se-ia empregarem

* A passiva só é possível com verbos que apresentem a transitividade direta ( VTD e VTDI ), pois o objeto direto passa a ser sujeito na voz passiva. Quando se passa da ativa para a passiva, o tempo verbal não pode ser mudado. Havendo uma unidade verbal na ativa, haverá duas na passiva; havendo duas na ativa, três haverá na passiva; havendo três na ativa, teremos quatro na passiva. O particípio só se flexiona na passiva analítica. A passiva sintética sempre apresenta partícula apassivadora. Quando estiver em uso a passiva analítica, fique em alerta quanto à flexão do particípio. É comum a irregularidade na flexão do particípio, caracterizando erro de concordância nominal. Na última questão acima, a letra A é a resposta.

 

Pontuação

A pontuação está inteiramente adequada na seguinte frase:

a) Essa possibilidade – a de repetirmos certos experimentos tantas vezes quantas desejarmos – é uma das grandes armas da ciência contra o charlatanismo.

b) Não cabe a mim, como físico explicar tamanha atração: por explicações de tudo o que está além do que chamamos fenômenos naturais.

c) Para mim, mais fascinante que as suposições astrológicas, é conduzir-me, do mesmo modo com que se conduziram, os cientistas que me precederam.

d) “Acreditar” nos resultados; eis uma coisa que não passa pela cabeça dos cientistas, cuja obstinação, está na comprovação dos fatos.

e) Pergunte-se a cada um, dos que crêem na astrologia, se não o seduz a idéia que sua personalidade deriva, efetivamente, de um certo arranjo cósmico?

* Resposta: Letra A . Temos os travessões sinalizando o aposto.

 

DADOS GRAMATICAIS SOBRE PONTUAÇÃO E …

 

01. Adjunto adverbial deslocado, quando não oracional, a vírgula é optativa.

a) O planejamento para execução de auditorias operacionais, normalmente começa com a identificação de um fato a ser descoberto. * Ou se retira a vírgula ou escreve entre vírgula o termo grifado.

b) Esse fato, em geral, é uma condição observada por auditores, em casos em que parece possível reduzir os custos ou melhorar os resultados de programas. * Caso você queira, também podemos retirar as duas vírgulas que estão virgulando o adjunto adverbial.

02. Adjunto adverbial deslocado, quando oracional, a vírgula é obrigatória.

a) Para diminuir a sonegação fiscal, o governo concede anistia a quem apresentar a retificação de sua declaração de renda.

03. Adjunto adverbial oracional, quando não deslocado, a vírgula é optativa.

a) O governo concede anistia a quem apresentar a retificação de sua declaração de renda para diminuir a sonegação fiscal

04. Não use vírgula, quando diretamente ligados, entre sujeito e verbo, verbo e seu complemento verbal, entre os complementos verbais direto e indireto, entre o complemento nominal e seu termo regente. Todavia, use vírgula para justapor termos sintáticos iguais, para demarcar vocativo e aposto e nas orações subordinadas adjetivas explicativas ( as que apresentam pronome relativo ). Neste último caso, é bom lembrar que as restritivas podem ser explicativas, mas as explicativas não podem ser restritivas, pois não se restringem valores absolutos. Assim sendo, não se retira a pontuação das explicativas.

a) Sobre a sociedade, acima das classes, o aparelhamento político – uma camada social, comunitária embora nem sempre articulada – impera, rege e governa, em nome próprio, num círculo impermeável de comando. Esta camada, que não representa a nação, quando forçada pela lei do tempo, renova-se e substitui velhos por moços, inaptos por aptos, num processo que cunha e nobilita os recém-vindos, imprimindo-lhes os seus valores.

Os termos negritados são orações subordinadas adjetivas.

O termo grifado é o aposto. Demarcado por travessões.

O termo em itálico é a oração subordinada adverbial deslocada.

b) Infelizmente, a inobservância das regras de segurança e higiene do trabalho, que buscam garantir, aos empregados um ambiente saudável e equilibrado, tem posicionado o Brasil no cenário internacional como um dos países de maior ocorrência de acidentes de trabalho, com resultados catastróficos: mortes, mutilações, perdas de sentido de toda ordem e outros. * Errou em ter usado vírgula entre o verbo e seu complemento indireto.

01.Use acento grave apenas em objeto indireto, complemento nominal e adjunto adverbial constituídos por palavras femininas e definidas. Quando masculinas, desde que precedidas do pronome demonstrativo AQUELE.

02. CUIDADO: Não use acento grave quando o “a” estiver no singular e o termo seguinte estiver no plural; não use entre palavras repetidas; não use antes dos pronomes relativos “quem” e “cuja”; não use antes de pronomes indefinidos; não use antes de palavras masculinas, exceto quando uma palavra feminina estiver implícita; não use diante de verbo; não empregue antes de sujeito e objeto direto; não utilize nem antes nem após a palavra “TODA”; não utilize antes de pronomes de tratamento, exceto Senhora, Senhorita, Dona e Madame.

03. SÃO CASOS FACULTATIVOS: a) antes de pronomes possessivos femininos/singular. Porém, se o pronome possessivo não estiver seguido de substantivo, o acento grave é obrigatório. b) após a palavra “ATÉ”

e c) antes de nome de mulher, quando não conhecida publicamente.

a) Em “Atualmente, das 1.080 ocorrências diárias, quinze resultam em morte, cifra superior à verificada no trânsito.”, não se pode dispensar, mantendo-se a correção gramatical, o acento grave que ocorre.

Resposta: certo

b) Ao falarmos em inspeção pericial, para fins de perícia da Justiça do Trabalho, é necessário que se faça, primeiramente, uma rápida recapitulação do histórico da legislação no que tange à doenças ocupacionais. * Não use o acento grav. Trata-se apenas do uso da preposição. Com a ausência do artigo, as doenças ocupacionais não estão definidas. Para que haja o acento grave, teríamos: “… no que tange às doenças ocupacionais.”

c) Em “…Estão à margem de benefícios sociais garantidos pelos direitos de cidadania, entre os quais vale citar o acesso à aposentadoria, ao seguro desemprego e às indenizações reparadoras pela despedida sem justa causa”, as expressões “à aposentadoria, ao seguro desemprego e às indenizações poderiam ser substituídas por “a aposentadoria, a seguro desemprego e a indenizações”e o texto continuaria correto.

Resposta: c

01. Use “o/a/os/as” para representar o objeto direto ( vi-os / amo-a )

02. Use “lhe/lhes” para representar o objeto indireto. ( Obedeço-lhes )

03. “lhe/lhes” também exerce a função de adjunto adnominal e “o/a/os/as” também exerce a função de predicativo ou sujeito acusativo. ( Sou gerente, e ele também o é. / Deixei-o sair cedo / Amo-lhe os gestos calmos e prudentes )

04. Em verbos terminados em “r/s/z”, para o uso dos pronome oblíquo “o” e suas variantes, retira-se a terminação verbal e, por fim, hifeniza-se o verbo ao pronome oblíquo. ( Dá-lo-ei ao diretor / Fi-lo padre / Qui-lo aqui )

05. A próclise ocorre naturalmente quando não houver termo atrativo, desde que não inicie oração ou, obrigatoriamente, se houver termo atrativo. Apenas o uso do verbo no infinitivo pode ignorar o termo atrativo.

06. São termos atrativos: advérbio, palavras negativas, conjunção subordinada, pronomes relativos, pronomes indefinidos, pronomes interrogativos, pronomes demonstrativos, a palavra “ambos”, frases optativas, frases exclamativas, verbo no gerúndio precedido da preposição “em”.

07. Os pronomes relativos são conectivos usados para substituir termos antes empregados. O pronome relativo “quem” substitui apenas “pessoa”, os pronomes “que” e “qual” substituem “pessoa” ou “coisa” , o pronome relativo “onde” indica lugar e o pronome relativo “cuja” expressa posse, restrição ou serve como complemento nominal. Este último pronome não admite o emprego de artigo após seu uso, sua concordância nominal é com o substantivo que é empregado em seguida ao seu uso e, por fim, devemos nos preocupar em observar se devemos usar ou não usar preposição antes do pronome relativo “cujo” ( basta observar a regência da oração subordinada adjetiva ).

08. Os pronomes oblíquos ME/TE/SE/NOS/VOS podem ser objeto direto e objeto indireto. A regência verbal que o diga. ( Obedeço-te / Vi-te / Avisei-te o fato / Avisei-te do fato )

09. “O” pode ser pronome oblíquo, desde que esteja antes do pronome relativo “que”. Neste caso, o pronome demonstrativo “o” poderá ser substituído por “aquele” ou “aquilo” e o pronome demonstrativo “a” pode ser substituído por “aquela”. ( Vendi o que me pediram / Ela foi a que menosreclamou / O que se vê é um poço sem fim, o mal em estado puro. )

10. V.T.D. + SE ou V.T.D.I + SE = Temos partícula apassivadora. Portanto, haverá sujeito. Assim sendo, observe se o verbo está concordando com o sujeito. Por outro lado, V.T.I + SE, V.I + SE ou V. de Lig. + SE = O pronome ‘se” é índice de indeterminação do sujeito. Sendo índice de indetermina do sujeito, o verbo só pode ser empregado na 3a pessoa do singular.

PREDICAÇÃO VERBAL EM ORAÇÕES COM PRONOME RELATIVO

julho 24, 2008

É comum exigir do candidato a provas públicas a predicação do verbo em orações subordinadas adjetivas. Estas ocorrem em orações que trazem pronome relativo. São comuns pronomes relativos: que, qual, quem, cujo, onde. Estes conectivos são empregados para substituírem termos empregados antes. Por exemplo:

 

01. (FCC)

A popularidade de que goza a astronomia é muito maior do que aquela ( em que desfruta a astronomia ) .

* Nesta estrutura, a comissão exige que o candidato reconheça o uso indevido da preposição “em” antes do conectivo “que” antecedendo a flexão verbal  “desfruta”. É nítida a constante cobrança da preposição adequada antes de pronomes relativos. Portanto, você – atento candidato – ao se deparar com orações que tragam pronome relativo, deve demarcá-las inicialmente e, observando a regência de cada  verbo das orações mencionadas, reconhecer qual a preposição oportuna ou se não devemos usar conectivo prepositivo antes do pronome relativo em evidência. Não usaremos preposição, caso o verbo não exija preposição; empregá-la-emos antes do pronome relativo, caso o verbo assim imponha o uso. Na maioria das vezes a preposição do  verbo irá para antes do pronome relativo, se o pronome relativo for o complemento do verbo. Portanto, na estrutura frasal em estudo e que está entre parênteses, a forma correta é: A popularidade de que goza a astronomia é muito maior  do que aquela de que desfruta a astronomia. Perceba que o verbo DESFRUTAR libera a preposição “de”  ( e não a preposição “em” ). Partamos para análise de mais exemplificações de provas públicas:                

 

 

02. (FCC)

Se havia algo de que meu pai não suportasse era a desonestidade. ( forma incorreta )

Se havia algo que meu pai não suportasse, senhores, era a desonestidade. ( forma correta )                               

*  Retirei a preposição “de”, pois a flexão verbal “suportasse” não libera preposição em sua predicação. Logo, o pronome relativo é objeto direto.  O sujeito do verbo SUPORTAR é “meu pai”; o adjunto adverbial de negação é a palavra “não”; o objeto direto do verbo SUPORTAR é “que” ( representando “algo”). Por representar o conectivo “que” o termo anterior, ou seja, “algo”, temos o conectivo “que” como pronome relativo morfologicamente e, sintaticamente, objeto direto.

 

 

03 ( FCC)

A expressão COM QUE preenche corretamente a lacuna da frase:

 

A) As ficções, sobretudo as da meninice, _____ o autor tanto conviveu e se impressionou, marcaram-no para sempre.

 

B) O exemplo de “O Caçador de Pipas”, _____ devemos atentar, é um caso de particularismo cultural que imediatamente se universaliza.

 

C) A “mágica da ficção” é um efeito artístico ______ o autor, já em seus primeiros contatos com esse universo, demonstrou sua preferência.

 

D) As experiências da vida comum, _____ muita gente não atribui valor especial, revelam-se extraordinárias ao ganhar forma artística.

 

E) O entusiasmo ______ o autor demonstrou pelas ficções prova sua convicção quanto à verdade expressa pelas artes.

Resposta:  Letra A

 

O verbo CONVIVER pede a preposição “com”, assim como o verbo IMPRESSIONAR-SE também exige a preposição “com”.  Na letra B, a forma correta seria “a que” ( devemos atentar a algo ). Na letra C, a maneira prudente seria “a que” ( preferência a algo ). Na letra D, teremos para expressar a maneira correta a forma “a que” ( pois atribui  valor especial a algo ). Na letra E, o verbo DEMONSTRAR exige objeto direto. Portanto, nesta última alternativa, teremos que complementar a lacuna assim: “que” ( O entusiasmo que o autor demonstrou…).

 

Eis abaixo, caro estudante, mais algumas estruturas incorretas para seu estudo atento:

 

 

01. Os argumentos dos quais se prende o autor do texto incluem os que ele considera identificados com as chamadas “razões do coração”.

 

Forma correta: Os argumentos aos quais se prende o autor do texto incluem os que ele considera identificados com as chamadas “razões do coração”.  ( o autor se prende a algo ) 

 

02.  Admirar um romance de dostoievski, de cujo valor ninguém contesta, não exclui a possibilidade de se admirar o gênero policial.

 

Forma correta: Admirar um romance de Dostoiévski, cujo valor ninguém contesta, não exclui a possibilidade de se admirar o gênero policial. ( o verbo CONTESTAR não libera preposição ).

Obs.: Para se empregar corretamente o pronome relativo CUJO, há três critérios: não use artigo após o pronome CUJO e suas variantes; o pronome CUJO deve concordar nominalmente com o substantivo comum empregado após ( depois do pronome CUJO sempre haverá um substantivo comum, e é com esse substantivo que o pronome relativo CUJO deve concordar ). Por fim, se devemos usar ou não empregar preposição antes do pronome relativo CUJO, a regência da oração que apresenta o pronome relativo CUJO é quem vai nos posicionar.

 

03.  A pessoa cuja as ações aludimos chegou atrasada.                

 

 Forma correta:  A pessoa a cujas ações aludimos chegou atrasada.  ( o verbo ALUDIR libera a preposição “a”.  Devemos retirar o artigo após o pronome relativo CUJO e, por fim, esse pronome relativo deve concordar com o substantivo “ações” ).

 

PARTICULARIDADE DO PRONOME RELATIVO “ONDE

É comum afirmarem que a diferença entre “onde” e “aonde”  é que “onde” não indica movimento, e “aonde” indica movimento. Não é bem assim que devemos ler!  O “a” aglutinado à forma “onde” é justamente a preposição. Então, se houver necessidade do emprego da preposição “a”  na oração subordinada adjetiva( oração que sempre traz pronome relativo ), vinda da predicação verbal, que se desloque esse conectivo prepositivo para antes do pronome relativo “onde”.  Em  onde”, “aonde”, “donde” e “por onde” não há diferença.  Nas quatro exposições temos o único emprego da forma ONDE: só que nas três últimas exposições existem preposições em uso explícito.  Acompanhe os exemplos que seguem:    

 

01.  A casa onde irei é tranqüila.   

                   aonde

 

 *  “… aonde irei…”  é a forma correta, pois o verbo IR pede a preposição “a”, para constituir seu adjunto adverbial de lugar.

 

 

02. A casa aonde moro é tranqüila

                         onde

       *   Morar  não pede a preposição “a” .  Assim, como poderia usar “aonde” no exemplo acima? A forma correta é “… onde moro…”   Ressaltemos, inclusive, que podemos substituir “onde” por “em que” .  Morar solicita a preposição “em”. Como a preposição “em” está inclusa no pronome relativo “onde”,  reafirmamos que a substituição de “onde” por “em que” tem procedência.

  

          03.  A casa donde vim é tranqüila 

                              onde

 

             *  Quem  vem, caro leitor,  vem de  algum lugar. Então, “… donde  vim…”     é a forma correta.  Poderíamos  empregar “… por onde vim…” , pois quem vem, leitor amigo, vem por algum lugar, também.

 

 II – PREDICAÇÃO VERBAL TENDO COMO NÚCLEO DO OBJETO INDIRETO VERBO NO INFINITIVO

    Também é modismo em provas públicas –  seja da Esaf, do Cespe, da Cesgranrio ou da FCC – questões com o núcleo do objeto indireto constituído por verbos no infinitivo. Quando isso ocorrer, tenha consciência, caro leitor, que a preposição pode ser empregada também implicitamente. Vejamos exemplos, facultando-lhe o entendimento.

 

01. Necessito de solucionar o problema.

 

02. Necessito solucionar o problema.

 

* Em ambas exemplificações, há prudência gramatical. No primeiro exemplo, temos “de solucionar o problema” exercendo o valor sintático de objeto indireto. No segundo exemplo, temos “solucionar o problema” como objeto indireto. Se perguntarem a você, candidato, se o segundo exemplo está correto, afirme que SIM. E, gostaria de ressaltar que não há mudança na estrutura sintática, ou seja, continuamos com o uso de um objeto indireto. É que a preposição está empregada implicitamente. Temos, portanto, em elisão o conectivo prepositivo.      

 

03. Precisamos de voltar para nosso escritório. ( correto )

 

04. precisamos voltar para nosso escritório. ( correto )

 

05. Aspiro ser aprovado no concurso público. ( correto )

 

06. Aspiro a ser aprovado no concurso público. ( correto )

III – PREDICAÇÃO VERBAL TENDO OBJETO INDIRETO ORACIONAL COM CONJUNÇÃO SUBORDINADA INTEGRANTE. 

    Quando o objeto indireto for oracional, ou seja, estando diante de uma oração subordinada substantiva objetiva indireta, a preposição espontânea da transitividade indireta ( originada da palavra verbal que integra a oração principal ) é facultativa. Isto ocorre, haja vista já existir a conjunção que liga a oração principal à oração subordinada. Em verdade, existem dois conectivos: a preposição e a conjunção. Isto torna a preposição supérflua. Portanto, temo-la facultativa. Confira através de exemplificações.

 

01. Gostaria de que ela participasse. ( correto )

 

02. Gostaria que ela participasse   ( correto )

 

Observe, caro estudante, que “de que ela participasse” é o objeto indireto oracional de “Gostaria”. Portanto, a preposição “de” liga termo regente ( “Gostaria”)  ao termo regido ( “ de que ela participasse” ). Uma das funções da preposição é justamente esta: ligar termo regente a termo regido. Porém, em seguida há uma conjunção subordinada integrante. Esta conjunção está nas orações subordinadas substantivas, isto é, nas orações que exercem as funções de objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, aposto, sujeito e predicativo. E, sendo a conjunção o conectivo que liga orações ou termos sintáticos iguais ( no caso em estudo, liga orações ), a supressão da preposição é viável, é oportuno também, pois continuaremos tendo um conectivo para ser elo entre os extremos. Assim, ao retirar a preposição “de”, ainda mantemos um conector para ligar o termo regente ( “Gostaria”) ao termo regido ( “ela participasse”).

 

03. Discordo que ela seja covarde. ( correto )

 

04. Discordo de que ela seja covarde. ( correto )

Lembrete: Este raciocínio não deve ser empregado com verbos que comprometam sua regência, por trazer pluralidade. Confira:

 

05. Esqueci-me de que ela é louca. ( correto )

 

06. Esqueci-me que ela é louca. ( incorreto )

EXERCÍCIO SOBRE PREDICAÇÃO VERBAL

Exercicio 01

 

Exercicio 02

Exercicio 03

 

Exercicio 04

 

 

Exercicio 05

 

Em relação ao texto acima, julgue o item a seguir:

 

(C-E) O emprego da preposição “de”, em “de quem comprá-los” (l.4-5), decorre da regência do verbo comprar

 

       GABARITO:

01.    E

02.    C

03.    C

04.    A

05.    Correto